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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Filho da escuridão

Esperando adormecido
Dentro da alma que carrego
No peso desses longos anos
No berço da eterna noite
Entre becos escuros
E palcos vazios
...
Eu sinto a noite cair
Dentro do meu coração
E sinto fantasmas perambularem
Em seus caminhos... sem direção
Eu sinto o fardo de carregar esta dor
Como os espinhos de uma flor
Sinto a noite com perfeição
Pois eu sou filho da escuridão
...
Acordo em meio a escuridão
Ouço o som da minha respiração
Posso sentir as sombras da noite
Dançarem como fantasmas
Tentando buscar um caminho
Tentando encontrar um motivo
Mas sempre continuam
Dançando na escuridão
...
Caminho por entre as ruas
Sentindo a noite adentrar minha alma
Posso ver que a lua brilha ainda mais intensa
Hoje a noite parece mais agradável
Sinto que as feridas impressas em minha alma
Estão doendo menos
Quase como um pressentimento
De que algo acontecerá
Mesmo hoje em uma noite de solidão
Parece uma noite perfeita
Para este filho da escuridão
...
Oh! Destino que prega peças
Ao longe vejo bela mulher a dançar
Acompanhada do brilho do luar
E eu apenas fico a enxergar
Mas em tua mão não posso alcançar
Pois está muito longe do meu caminhar
Destino que prega peças
Dentro dessa luz pura
Iluminou aquela filha da lua
E lhe mostrou sem explicação
O caminho do filho da escuridão.


Autor: Felipe Lopes

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Oh anjo!

Nesta noite minha alma chorou
E nas lágrimas que caem sem rumo
Buscando encontrar
Um motivo para continuar
Mas minha alma se perde
Em meio aos lamentos crescentes
E continua a chorar
...
Oh! Anjo que voa no céu
Em tuas asas sinto o peso das nuvens
Voando sem rumo
Em meio dessa intensa escuridão
Oh! Anjo que voa no céu
Em tua alma sem direção
Sinto a tristeza no teu coração
...
Nesta noite de lua cheia
Sinto cair todos esses sentimentos
No peso que força minha alma
Só consigo enxergar meus lamentos
Dentro das profundezas do meu coração
Que se encontra sem rumo e sem direção
Possuído na intensa escuridão
...
Oh! Anjo que fecha os olhos
Tuas asas rasgaram tentando encontrar
Dentro da tua alma
Um jeito de não chorar
Mas as lágrimas vertem como correnteza
Seus sonhos partidos
Sentindo tamanha tristeza
Sem ter suas asas... não sente a leveza
Pela primeira vez... só sente a fraqueza
...
Oh! Anjo que sente queimar no peito
Ferimento como uma queimadura
Não pode suportar o peso da armadura
Não pode mais voar no céu
Com tanta amargura...
Oh! Anjo... que desaparece na escuridão
Perdendo o sentimento do seu coração.


Autor: Felipe Lopes

domingo, 30 de outubro de 2011

Poeta que sangra

Como uma brisa que vai
Como o vento que sopra
Como a chuva que cai
Como o relâmpago que dobra
A noite finalmente chora
Olhando o poeta que sangra
...
E o que é.... o poeta?
Será aquele que vê
Os dois lados de uma moeda?
Ou será aquele que crê
No som que soa da trombeta?
Será o sussurro que vem do coração?
Ou será os gritos na escuridão?
Enquanto a duvida sopra
A noite escura vem e chora
Sentindo o poeta que sangra
...
Ouvir os sons do sentimento
E ver as linhas de lamento
Sentir as lágrimas descendo
Rápidas o vento que vem correndo
Ouvir a chuva que cai lentamente
Como a dor da tristeza que vem crescente
Como a noite que cai la fora
Como a lua que chora
É assim... o poeta que sangra
...
Como ouvir esta melodia
Da decadência da alegria
Mesmo assim sentir o som que contagia
Que penetra a alma com energia
Com notas e harmonia
É assim o som deste lamento
Que vem cheio de sentimento
Que não percebe os pensamentos
Por trás de olhos cinzentos
É como parar de dançar
Em meio a noite de luar
Pois sabe que o vento que sopra
Anuncia a dor do poeta que sangra.


Autor: Felipe Lopes

Vazio

E nessa longa estrada
De sonhos repartidos
Caminhos sofridos
Espinhos doídos
...
Enquanto a estrada continua
No profundo da dor crua
Iluminado pelo brilho da lua
Fingindo ter alma pura
...
Eu percorro meus pensamentos
Buscando pedaços de sentimentos
Mas por mais que vasculhe com entendimento
Só posso encontrar meus lamentos
E quando olho para cima
Só vejo o céu cinzento
...
Me ajoelho neste chão
Coberto por cortinas sem compaixão
Buscando encontrar meu perdão
Mas não consigo ver meu coração
Antes aqui tinha uma grande paixão
E agora só sobrou escuridão
...
Eu fecho os meus olhos... cansado
Pois não quero encarar meu passado
Por trás dessas cortinas sinto um calafrio
E faço uma ultima busca pelo meu coração frio
Mas quando abro suas portas
Só consigo encontrar um vazio.


Autor: Felipe Lopes

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Em teus braços


Esta noite é noite de lua
Que sempre está a me encantar
Quando a luz está a iluminar
E no meu quarto escuro a brilhar
Ao sabor da luz do luar
...
Eu vejo tuas curvas
E nesta noite de lua
Serei o seu barco a navegar
Por entre os seus pensamentos estar
E refletindo a luz do teu olhar
Eu te vejo toda nua
Iluminada pela luz pura
Nesta noite de lua
...
Esta é uma noite de luar
E meu desejo está 
Em te navegar
E pelas curvas do teu corpo... explorar
E junto a ti... eu quero estar
Desvendando os mistérios
Do brilho do teu olhar
...
Mas essa noite na escuridão
Te faço perder a respiração
Pois penetro na tua emoção
E te tiro toda razão
E encanto teu coração
Pois tu está totalmente envolvida
Nesta louca paixão.


Autor: Felipe Lopes

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Noite de luar

Esta noite eu tive um sonho
Um sonho passageiro
Que me levou em um caminho
Era uma noite de luar
De brilho intenso
Era um caminho silencioso
Exalava o perfume de flores
Mas não reconheci qual era
O céu estava brilhante
Vestido em estrelas prateadas
...
Esta noite eu tive um sonho
Onde via uma bela mulher a caminhar
Em seu caminho passeava devagar
Como se estivesse a dançar
Sua pele branca
Era banhada pela luz do luar
E seu semblante tão fascinante
Se tornava intenso e tão radiante
Como a estrela mais brilhante
...
Esta noite eu tive um sonho
Um sonho de menino
Um sonho de homem formado
Que sente a brisa suave no rosto
Neste sonho a encontrava
Caminhando descalça na grama
Sendo iluminada pela luz da lua
E sua pele branca era tão bela
E seus lábios vermelhos tão penetrantes
Seu olhar era brilhante
Mas os seus olhos eram sérios
E me diziam que escondiam mistérios
Toquei em sua mão
E senti seu calor
Correndo junto ao meu calor
Senti teu semblante perto
Mas senti teu coração relutando
...
Esta noite é noite de luar
Onde encontrei minha princesa a caminhar
Descalça na grama... quase a dançar
Com olhar sério e penetrante
De rosto fascinante
E seu semblante sério
Escondendo o mistério
De ser a delicia de ser quem é
Entre os altos e baixos
Nos dias de solidão
E nos outros de emoção
Dentro da batida forte de seu coração
Quando não há explicação
Pra achar o final desta canção
...
Esta noite eu tive um sonho
Sonhei com noite de lua no céu
Sonhei com noite de estrelas brilhantes
Sonhei uma noite fascinante
Sonhei com as profundezas do teu semblante.



Autor: Felipe Lopes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Teu sorriso

Fecho meus olhos
Querendo te encontrar 
Nos mais profundos sonhos
No recanto do meu coração
Ouvindo o som da minha respiração
Vejo teu rosto tão fascinante
Vejo teu olhar... tão cintilante
Percorro teu rosto brilhante
Até que contemplo em silencio
Os traços do teu rosto a brilhar
Vejo o teu sorriso a me encantar
...
Quando fecho meus olhos
Posso te encontrar em meus sonhos
Olhar as curvas do teu corpo
Sentir o som da sua respiração
E cada vez mais e mais perto
Ouço as batidas do meu coração
Quando te sinto chegar perto
Mesmo que seja neste quarto
Em noite de escuridão
...
Tu é bela como a noite radiante
E tua essência sempre tão fascinante
Desperta meus sonhos distantes
E me sinto como um viajante
Quando paro para apreciar
Teu sorriso tão brilhante
Que desperta minha alegria
Como uma canção
Que entra em sintonia
E nas batidas do meu coração
Entra em harmonia
Como uma verdadeira melodia
...
Quando fecho os meus olhos
É porque quero te encontrar
E o seu corpo... abraçar
E me perder no teu olhar
Como se estivesse a me guiar
Para dentro de ti... eu quero ficar
E no teu sorriso... me encantar
Até o sol raiar.

Autor: Felipe Lopes