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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Desaparecendo na névoa

Entrando na escuridão
Meus olhos fecham meu coração
E eu já não presto atenção
Nas musicas que tocam
Nem ouço a melodia dessa canção
Que apenas convoca
O som do trovão
Aumentando minha solidão
...
Eu já estou tão cansado
Ouvindo as mesmas letras
As mesmas vozes falando
O som ecoando
Como encantamentos 
Fortalecendo uma maldição
Rasgando meu coração
Fechando as cortinas
E anunciando minha solidão
Eu já estou cansado
De fechar os olhos
E não sentir nada
Alem de sentimentos em vão
...
Posso ver você se afastando
Posso sentir me lembrando
Que eu deixei a distancia aumentar
Enquanto meu coração mergulhava
Neste nevoeiro sem fim
Eu percebi que já não tinha volta
E os nossos caminhos
Mais uma vez iriam se separar
Foi quando eu percebi o tempo passar
E eu já não podia parar
A distancia toda... iria aumentar
...
E na noite escura
Tu veio em meu caminho
E apenas em um segundo
Os nossos olhos se perderam
E a nossa luz se apagou
E no segundo seguinte
Nossa distancia aumentou
E quando abri os olhos
Percebi que tinha deixado os teus
E eu havia ido embora
Desaparecendo na névoa
Dos nossos pensamentos
Que já não tinham sentimentos.


Autor: Felipe Lopes

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Bem vindos

Olá a todos que frequentam e visitam este blog... bom eu fechei o ano com um ultimo poema aqui que se refere a um acontecimento na minha vida que até que era interessante... porem acho que minha vida está jogada numa real roda do destino... e este mesmo tem brincado muito de roleta russa com minha vida
Muitas coisas aconteceram... e aos poucos eu vou postando aqui... talvez pareça que um dia estou muito feliz com algo e já no outro parecer que estarei muito triste... em partes é quase assim que acontece... rs...
E nesta busca eu sei que os sentimentos se perdem, se prendem, se ferem... mas sentimento mesmo em brigas, é uma força muito maior do que possamos imaginar... Podemos ter medo de nos apaixonar, de nos entregar... podemos dizer que esse foi ou aquele foi melhor ou pior... mas isso não existe... o que existe é o quanto você está realmente determinando a "se dar" em um sentimento... se ele cresce ou não cresce... e se você está disposto realmente a viver isso... mesmo correndo o risco de quando um dos lados perder a força do seu sentimento... um coração sairá partido.


Muita coisa aconteceu neste meio tempo... entre corações partidos e caminhos perdidos... entre despedidas inesperadas... eu realmente encontrei... alguém no meio deste turbilhão... e claro... como toda escuridão e caminhos sem direção... eu posso ver o brilho de seus olhos... e me guiar...


Bem vindos todos!!!!! que o ano de vocês tenha sido memorável e para aqueles que não foi... que possa encontrar um caminho... mesmo sem direção ou na escuridão... mas que seja de todo coração!!!


beijos a todos!!!!

Coração partido

Nessa noite silenciosa
Mantenho meus olhos fechados
Não permito-me pensar
Permaneço apenas neste lugar
Não me permito chorar
Não permito o meu coração enxergar
Tudo que sinto... é ele sangrar
...
Mesmo com a mente fechada
Esta casa parece uma bagunça
E as lembranças invadem
Uma atrás da outra
Me partindo em pedaços
Sem me deixar reconstruir
O que já se partiu
Até que mais uma vez
O silencio toma conta da minha alma
E posso ouvir apenas
Este choro de lamentação
Vindo de dentro do meu coração
...
Em meio ao silencio permanece
Dentro da noite que cai
Trazendo profunda escuridão
Percebo que meu olhar
Já não tem direção
Mas o silencio se parte
Nas vozes que se misturam
Me entregando um ramo de espinhos
E no centro uma flor
Simbolizando toda minha dor
Eu apenas fecho os olhos
E sem lágrimas... adormeço
Com tudo que havia sentido
Ecoando dentro 
Do meu coração partido.


Autor:
Felipe Lopes

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O lobo e a lua

Fecha teus olhos... Oh lobo!
Encontra teu caminho
Com este semblante sério
E tu encontrará repouso
Nesta lua de mistério
...
Enquanto lentamente tu se entrega
Abre devagar esse coração
Ouça mais uma vez a canção
E se entrega nesta paixão
Pois tu será banhado na luz pura
E encontrará nessa estrada
A tua amada lua
...
Oh! lobo imortal
Que cruza este portal
E encontra tua morada
Uiva em direção ao céu
Em sinal da tua canção
Com toda tua emoção
Com toda tua emoção
...
O teu caminho é repleto de saudade
E esta é a verdade
Não esconda nada por vaidade
Pois naquele céu se encontra
A tua felicidade
Pois la no céu... onde vem a luz pura
Se faz morada de tua amada
A lua
...
Oh! lobo que percorre este caminho
Em uma noite de escuridão
Encontrou vida no coração
Quando desapareceu sua dor
Ele encontrou o amor
Uivando em forma de canção
Se entregou nesta paixão
E sem vaidade
Não negou sua saudade
E corteja em direção à luz pura
Na direção de sua amada
A lua.


Autor: Felipe Lopes

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Minha vida

Como o sopro do vento
E a contagem do tempo
Eu vejo os carros passando
E continuo sempre imaginando
O quanto de tempo é perdido
Em meio um caos despercebido
E todos os tesouros
São esquecidos
...
Percorro minha vida através do pensamento
Sinto a linha fina do meu sentimento
Percebo que já não pode haver lamento
Enquanto os vestígios sinceros
Desaparecem junto com os mistérios
E desmoronam junto dos castelos
Das promessas que já foram
Todas quebradas
...
Fecho meus olhos lentamente
E ouço esta canção atentamente
Sei que os gritos são de minha alma
Tentando se libertar sem voracidade
Mas percebo o passado traz saudade
De pessoas de verdade
Antes de colocarem suas mascaras
Denominando sua falsidade
Até mesmo por vaidade
Mas na minha vida eu dispenso
Esse jeito sem liberdade
De pessoas que insistem
Em marcar seus caminhos
Sem autenticidade
...
Como o sopro do vento
Eu finalizo o canto o tempo
Sobre as pessoas tão apressadas
Que aos poucos se perdem
Em minha vida
Perdem seu tesouro precioso
Dentro de sua alma esquecida.

Autor: Felipe Lopes

Teu guardião

A noite cai lentamente
A lua insiste em brilhar
Mesmo entre nuvens
Que insistem em escondê-la
Como se estivessem 
Renunciando o seu brilho
E apenas naquela noite
Recusando o seu encanto
...
Hoje é noite sem brisa do vento
Onde a escuridão anuncia o tempo
E o brilho da lua é renunciado
E nessa noite sem leveza
Percebi na sua inquietude
Transbordando como em correnteza
Eu senti tua tristeza
...
Noite que passa sem vaidade
Desnuda a sombra da maldade
Tentando fugir da caridade
Dos olhos que te vêem com falsidade
Tu percebes então
Que está sozinha em meio da escuridão
...
Da tua história de vida
Sempre contando as páginas
Tu podes sentir
Ao escorrer tuas lágrimas
Que já não tem sentido a grandeza
Pois nada é maior que tua tristeza
Nesta noite sem brisa
É uma noite sem clareza
...
E mesmo nessa noite de escuridão
Mesmo em meio da correnteza
Que faz aumentar sua tristeza
Mesmo que corram as páginas
Enquanto derramam suas lágrimas
E que aumente o peso do teu coração
Sentindo o vazio da solidão
Tu nunca estará sozinha
E mesmo no pouco que possa fazer
Sempre serei... teu guardião


Autor: Felipe Lopes

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Perdão

Eu venho aqui
No calor destas estradas
No som do silencio... sem risadas
Perdido em pensamentos
Tentando encontrar teu recanto
E em tua mão
Buscar teu perdão
...
Eu sou lobo imortal
Que um dia cruzou o portal
Da tua vida com moral
Mas hoje apenas sento ao teu lado
Observando o silencio do tempo
Sendo tocado pela brisa do vento
Mas tu não podes me ver
Por hoje tu estás muito longe
E é verdade
Pois hoje tu me fez sentir saudade
...
E então eu lhe digo
Eu gosto de ti
E tu é meu tesouro precioso
Mas é verdade
Que tu me fez sentir saudade
E eu sei que não tomei cuidado
E agora sou culpado
De não ter lhe entregado uma flor
Ao invés disso te fiz sentir dor
...
Agora eu estou sentado
Apenas podendo ver
Que na minha alma se fez chover
Enquanto tento encontrar teu recanto
E poder buscar tua mão
E merecer o teu perdão.


Autor: Felipe Lopes