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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Sob a luz da Lua

No alto de uma árvore antiga
Eu vejo as luzes do jardim
De um imenso jardim de belas flores
Do alto de uma bela árvore
Eu posso olhar para o céu
Posso olhar as estrelas
Do alto de uma grande árvore
Eu sinto o vento passar pelo meu corpo
Eu abro minhas mãos e o sinto passar por mim
Eu abro os meus olhos e posso ver o céu
Do alto de uma arvora antiga
Eu ouço uma bela canção
Que acalma o meu coração
E posso sentir o cheiro das flores
Uma bela canção de anjos do céu
Com asas brancas brilhantes
E harpas que geram melodia tão incomum
É como estar flutuando pelo mundo
Enquanto ouço a canção dos anjos
Avisto uma bela mulher a caminhar
Nesta Terra tão calma
Uma bela mulher a caminhar
Um jeito especial como se fosse dançar
Caminha de jeito tão gracioso
E de forma tão bela que penso
Como se o tempo passasse
Da forma como ela caminha
Uma bela mulher em seu caminhar
Enquanto os anjos continuam a tocar
Em duas harpas tão bela canção
Que acalma o coração
E que poderia intensificar qualquer paixão
Em uma bela noite
Do alto de uma árvore antiga
Eu ouço esta cantiga
Uma melodia que os anjos continuam a tocar
Enquanto tão bela mulher
Continua o seu caminhar

Sob a luz maravilhosa do luar.

Autor: Felipe Lopes

O quanto você faz falta

Eu olho para o céu
Um céu azul tão claro
Um céu azul tão belo
Uma nuvem passa
Em variadas formas na minha mente
Eu me emociono ao lembrar de você
Tão bela, sua pele tão clara
Como eu amava te olhar nos olhos
Ver seu sorriso tímido
Buscando meu olhar tímido
Como eu amava ter a sua presença
Tão pouco tempo nos foi permitido
Sempre estávamos tão distantes
Mas o meu pensamento
Sempre se voltava ao seu olhar
O seu sorriso tão doce
Eu olho novamente para o céu
As nuvens passam em suas formas
Como sonhos que correm
Que correm todos juntos
Em um caminho mágico
Esperando serem alcançados
A nuvem do meu sonho
Um sonho adolescente
De querer o seu amor
Um sonho esculpido
Nas bordas do meu coração
Em uma intensa paixão
Mas as nuvens do meu sonho
Um dia simplesmente dissiparam-se
Como um céu azul sem nuvens
E foi na noite de céu azul sem nuvens
Que os sonhos guardados no meu coração
Foram todos queimados
E dilacerados
Quando meus olhos encontraram
Seus lábios repousando em outros lábios
Seus olhos se fechando
Na luz de outros olhos
E foram embora para nunca mais voltarem
O céu azul continua tão belo
Enquanto me recordo
Do quanto você me faz falta.

Autor: Felipe Lopes

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Saudade

A saudade vem para todos
Vem para aqueles que já esqueceram
Vem para aqueles que já perderam
Mas também vem para aqueles que ganham
Vem para aqueles que sempre lembram
A saudade vem para todos
Seja saudade dos tempos que se foram
Ou tempos jurados que não voltarão
É tempos constatados que voltam
Seja saudade de um amigo distante
De alguém que já se foi
Ou de um amor que com o tempo
Perdeu a força e o foco
A saudade vem para todos
Seja saudade do sabor de algo
Seja saudade de uma foto antiga
De um cheiro sentido
Seja saudade de lembranças
Seja saudade não assumida
Seja saudade de razões perdidaa
A saudade vem para todos
Como um longo suspiro
Como fragmento de um sonho
Que antes dava asas
Seja saudade de palavras
Saudade de abraços
Ou a saudade de todas as intenções juntas
A saudade vem para todos
Os intensos... os que tem medo do que sentem
Os que negam
A saudade vem para quem sente falta
E para quem faz falta
A saudade...
Vem para todos.

Autor: Felipe Lopes

sábado, 14 de março de 2015

Palavras que o tempo não leva

Loucura sem direção
Não conheço os caminhos na escuridão
Hoje quero apenas a paz
Apenas sentar e fechar os meus olhos
Talvez nem mesmo precisar 
Prestar atenção
Que o vento corre rapido
Dentro dos caminhos
Do meu coração
...
Como um sonho rapido
Dentro dessa imensa confusão
Parando pra pensar
É dentro do meu pesar
Que o sonho passa rapido
Sonho de verdade
Em pensamentos que são eternidade
Sonho de verdade
Em pensamentos que ja foram de verdade
...
A tortura que gira e repete
Como cenas de um drama 
Que nunca termina
Mesmo quando fecham as cortinas
E o espetáculo acaba numa sarjeta
Repleta de memórias inacabadas
A tortura das mesmas cenas
Se repetem
Como uma eterna dança
Uma dança de escuridão
Dentro dos caminhos do meu coração
...
Ha palavras neste mundo
Que o vento não pode levar
Dentre os sonhos despedaçados
E os vestigios que la ficam
Sentimentos e pesar
Como o som da respiração
Predizendo um fim
De um caminho sem direção
Há palavras que são ditas
Entre rimas de poemas
Entre drinks de palavras
Pedaços de solidão
Que partem o coração.

Autor: Felipe Lopes

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Ah! Poeta!

Quem és tu poeta?
Que teus sonhos parecem pesar?
Qual é o teu lar?
Será que tu ja encontrou o teu luar?
Ah... Poeta
Por que choras nesta imensidão?
Será que este mundo
Já não é o bastante para o seu coração?
Ou será que o que tem em seu coração
Já transborda em tua emoção?
...
Ah! Poeta!
Há caminhos não vistos
Dentro do teu pensamento
Linhas profundas no teu sentimento
E há traços de sorriso 
E contentamento...
Dentro dos caminhos de escuridão
Não são trevas... no seu coração
Há gritos de emoção
Momentos de perder a razão
Em tua alma... Poeta
Há pétalas de flor
E há o mais puro amor
...
Ah' Poeta!
Tua voz ecoa por todos os jardins
Tua voz é como uma bela canção
E dentro desta imensidão
Já não há mais prisão
Mas ja houve muita dor
Dentro do teu caminhar
Seguindo caminhos
Com brilho no olhar
Sempre buscando
Sua luz do luar
...
Ah! Poeta!

Autor: Felipe Lopes

Silêncio e Sonho

Quando estou em meu quarto
Eu me fecho em pensamento
Pra não tentar ouvir meu sentimento
Mas não quero pensar em lamentar
Após ter perdido meu lar
Eu sei... apenas deixo o dia passar
Apenas deixo o tempo passar
,,,
O silencio já é barulhento
Mais alto que os carros passando
Sempre tão rápidos
Sempre tão cheios de um vazio
De um profundo vazio
O silencio já é uma arma
Contra minha maior fraqueza
Com pura sinceridade
A própria verdade
...
Quando estou em meu quarto
Eu fecho os meus olhos
Pois somente na escuridão
Eu posso me encontrar seguro
Fugindo do meu coração
Não quero explicação
Pra ter me feito perder a razão
...
O profundo silencio
Já é tão vazio
Quanto os sonhos
Que aos poucos
Bem aos poucos
Vão se dissipando
Por dentro dos caminhos 
Incertos de minha alma...

Autor: Felipe Lopes

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O Fim da Tempestade

Mesmo que exista tristeza
Também ja ouve beleza
E até mesmo certeza
Mesmo que ao final da canção
Juntei os pedaços do meu coração
Caminhei sem direção
Sem meias verdades
Pra dentro da tempestade
...
Enquanto a noite caía
Não sei quanta dor me cabía
Mas no fundo eu ja sabia
Que enquanto a noite adentrava
Cada vez mais escura e fria
Existia um fantasma que ria
E eu apenas queria
Acreditar... que uma luz existia
...
No escuro do meu quarto
Perdido em pensamentos
Até transbordar de sentimentos
Até me afundar em lamentos
E então no meio desse afogamento
Foi uma questão de tempo
Quando percebi era momento
De deixar pra la
Qualquer ressentimento
...
Recolhi os pedaços
Que caíram do meu coração
Não procurei mais uma razão
Nem mesmo explicação
Eu ja decidi
Quando acabou a canção
Eu fui embora
Desta prisão
....
E mais uma noite que cai
Cheio de estrelas a brilhar
Mas nenhuma delas tão bela
Quanto a luz do luar
Eu sou poeta com simplicidade
Um lobo... é verdade
E depois de tanto tempo
Mesmo em dias de saudade
Sem pensar em vaidade
Com um pouco de maturidade
Depois de um longo tempo
Achei meu caminho de liberdade
Encontrando assim
O fim da tempestade.

Autor: Felipe Lopes