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terça-feira, 8 de junho de 2010

Um homem caminha

Um homem caminha lentamente
Em uma noite clara de luar
O homem caminha sem ao menos notar
Que brilho intenso
Que noite tão bela
Atravessa o seu caminho
Um caminho iluminado
Por estrelas prateadas
Um homem faz escolhas dificeis
Traz em seu coração
Incontáveis feridas
Tantas ilusões desnecessárias
Traz a lembrança de uma ultima canção
Quando perdeu sua paixão
Pensou em estender os braços
E terminar a vida em um caixão
Por tras desta imensidão
Mas o homem continua lentamente
Percorre seu trajeto silenciosamente
Sendo iluminado pelas estrelas do céu
Sendo banhado pela luz do luar
Que uma vez ressaltou o seu olhar
E lhe deu força pra cantar
Um lindo sonho a esperar
Com toda pureza de amar
Mas no meio de seu caminho
O homem perdeu a explicação
Quando em determinado momento
Não encontrou mais nenhuma razão
E apenas continuou a percorrer
O longo caminho de seu coração

Autor: Felipe Lopes

domingo, 23 de maio de 2010

Noite de Luar

Quando a noite cai
Quando a lua percorre seus instinto
Brilhando e marcando corações
Arrancando suspiros
Inspirando paixões
É nessa noite de luar
Quando os anjos pousam nas nuvens
E começam seu cantar
Entoando melodias
Em suas harpas
Até mesmo
Melodias de ninar
Ou melodias que um dia
Possam vir a ressaltar um olhar
Olhar sereno, calmo
Que passa devagar
Que pousa suavemente
Na delicia de amar
Essa noite é de luar
Brilho intenso e perfeito
Noite de carisma e de afeto
Noite de delicia e de desejo
Noite de brilho intenso
Nos desejos de sonhar
Para que os anjos
Comecem seu cantar
Para que os amantes
Nunca deixem de amar
Sob a luz do luar.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Flores

Eu tive um sonho
Onde as flores eram mais ricas
Onde seu perfume era mais suave
Em um belo jardim
De flores eternas
Como sentimentos eternos
Era um jardim
Dos tempos que se foram
Em muitos anos
Dos tempos que não voltam
Eu tive um sonho
Em uma noite de luar
Em um céu estrelado
E um jardim fantasma
Trazia flores em meu caminho
Onde a imensidão da noite
Era facilmente iluminada
Onde o silencio profundo
Era ligeiramente profanado
Pelo barulho do vento
Como um fantasma sussurrando
Palavras incompreesíveis
Palavras que não poderão ser encontradas
E nem decifradas
Nas incontáveis eras que passaram
Mas o jardim de flores belas
Resistiu e continuou a existir
Banhado pela beleza da luz da lua
Resistiu a todas as tempestades
E as tragédias que se abalaram
Um jardim de flores eternas
Um jardim de flores que marcam
Um jardim que eternizou sentimentos
Dentro da imensidão da noite
Da noite estrelada e cheia de sonhos
Da noite onde os sonhos são vivos
E todos se eternizaram
Nas flores do jardim eterno.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Amizade... Que não vai embora

Os anos podem passar
E as eras acabar
As estrelas podem deixar de brilhar
E o sol um dia de iluminar
O luar pode então se apagar
Quando o manto da noite
Não puder acobertar
Os sonhos que podem se dissipar
Mas mesmo na imensidão da noite
Mesmo quando todas as estrelas
Em um só segundo
Perderem todo seu brilho
O sentimento continuará
Mesmo que o manto da noite
Deixe escapar os fantasmas
O sentimento não dissipará
Mesmo que o sol se canse
E chegue a ponto
De recusar o seu brilho
O sentimento nunca se acabará
O tempo pode passar
E os caminhos irão se cruzar
Nas esquinas da vida
Eu encontrei com alguem
Que me deu um abraço
Confortável e quente
Cheio de ternura e encanto
Alguem que me estendeu a mão
E não me deixou uma critica
Alguem que me abriu um sorriso
E me compartilhou seus mistérios
Alguem que em momento algum
Quis saber do meu ouro
Pois ele me disse
O que estava guardado
Era mais valioso
E não poderia acabar
Mesmo que o resto do mundo
Um dia tombasse
Disse que era forte e durarouro
Como a vastidão do mundo
Em sua essência eternizada
Ele colocou sua mão em meus ombros
E me chamou de amigo
Verdadeiro amigo.

Autor: Felipe Lopes

O Preço da Fé... Quando perdemos nossa pureza?

Os anos passam realmente muito rápidos
E na passagem desses anos
Percebemos quanto ficamos cada vez mais distantes
Do verdadeiro céu
Porque pelas nossas leis
Cobramos entrada na casa de Deus
Porque pelas nossas crenças
Cobramos passagens das nossas almas
Dimunuimos a nossa vergonha
E perdemos o nosso caráter
Com o passar do tempo
O que tinha de vir do real coração
Nos é imposto como uma divida
Sim porque a casa de Deus
É um hotel realmente muito caro
A fé e a confiança nos foram retirados
Por máquinas que nos transformam
Em seres superficiais
Em tempos antigos
Aqueles que tinham reais intenções
Eram aqueles que as portas dos céus abririam
Eram aqueles que se banhavam
Em bençãos celestes
Porem nós aprendemos
A explorar a casa de Deus
A cobrar moradia de nossa alma
Nos tempos de hoje nós ensinamos
O nosso próximo como enganar
Os seus próximos
Hoje nós cobramos pela fé
Nós cobramos pela crença
Nós cobramos e acorrentamos nossa alma
Fechamos os olhos aos nossos anjos
Perdemos o brilho de nossa aura
Aqueles que eram encarregados
De levar uma palavra amiga
De nos levar mais perto dos anjos
Hoje eles cobram até mesmo
Pela intensidade da fé que sentimos
E pelo silencio de nossa consciencia
Hoje o nosso mundo é comprado
E nossa vida leiloada
Por aqueles que um dia foram chamdos
Mensageiros da verdade
...
Mas o tempo que passa rapido demais
Aumenta cada vez mais o valor da fé
E desonra cada vez mais os homens
Cujos poderem confiados
São utilizados por suas mentes sujas
São aqueles que bebem em cálices de ouro
Que olham as nossas crianças com desejo
São aqueles de almas tão sujas
Que dormem dentro da casa de Deus
Que tingem as asas dos anjos de negro
Então no meio de tanta sujeira
Quando perdemos nossa pureza?
Quando entregamos a mao de nossas crianças
Para aqueles senhores portadores de Deus
Pensando que as protegeriam
Mas na verdade seus olhos
Estão cheios de cobiça
Estão cheios de desejo
De desejo impuro
Mas quando os seus atos são vistos
Quando seus atos são condenados
Aqueles que se escondem atrás de seus anéis
Que definem as leis de Deus
Eles dizem que não são culpados
Que a culpa é pelo fato de suas opções
Então se a culpa é da opção sexual
Será que todo homosexual tira a pureza de uma criança?
Será que homossexuais merecem ser perseguidos por isso?
Na verdade... não merecem
Porque eles não aparecem em noticias
Mostrando que perderam seu caráter
Eles não roubam a pureza de ninguem
Aqueles que roubam
Se julgam os sábios
Se julgam os verdadeiros
E se escondem atrás de estátuas
Do homem que morreu
Pregado em uma cruz.

Autor: Felipe Lopes

segunda-feira, 19 de abril de 2010

1 Minuto

Onde a chuva derramou
E muitas casas derrubou
Onde o tempo parou
Quando da vida acabou
Juntem suas mãos
Em uma corrente da alma
Feche os seus olhos
Em forma de silencio profundo
Onde barreiras não foram fortes
Para conter a revolta do mundo
Que se soltou dos seus laços
E fez pessoas pagarem
Onde a chuva profunda
Fez chorar as crianças
Fez chorar os adultos
Em um unico som
Quando as mãos se soltaram
Junto com laços partidos
Um minuto de silencio
De olhos fechados
E alma sem brilho
Para que aqueles que se foram
Estejam livres de dores.
...
Um minuto de silencio
Para aqueles que se perderam
Quando a noite chegou
E com a chuva levou
E o sorriso se apagou
Um minuto de silencio
Para que mãos possam voltar
A se entrelaçar em uma só união
Um minuto de silêncio
Para as lágrimas daqueles que perderam
Os tesouros mais preciosos
Que poderiam guardar na alma
Um minuto de silencio
Para fechar os olhos das crianças
Que perderam o seu brilho
E deixaram seus sorrisos
Um minuto de silencio
Um minuto para fechar os olhos
Um minuto para secar as lágrimas
Um minuto para se ajoelhar na terra
Um minuto que todos precisamos um dia
Para juntar as nossas mãos
E fortalecermos mais uma vez
Essa eterna corrente em nossas almas
Um minuto de silencio para cada vida
Cada alma que começou a trilhar
Um novo caminho
Em busca de novos ideais
Um minuto... para deixar as lagrimas escorrerem
Um minuto de silencio é muito pouco
Para aqueles que não fizeram nada
Para aqueles que não se importam com as vidas
Um minuto é pouco tempo
Para aqueles que usarão tragédias
Para conseguir conquistar os seus futuros
Para aqueles que não tomam atitudes
Um minuto é mesmo pouco
Para aqueles que desviam verbas
Que poderiam salvar mais uma vida
Que dariam moradia para mais uma familia
Que daria um cobertor
Para mais uma criança tremendo de frio
Para esses... o nosso minuto de silêncio
Significa... que deixamos de acreditar
Que eles são humanos
Para esses... o nosso minuto de silêncio
É pela morte de suas almas
...
Onde a chuva caiu
Como lágrimas daqueles que se foram
Onde o vento soprou
Levando o sorriso de crianças
Que não pensemos que eles são os vilões
Pois a natureza responde
Ao que lhe causamos por anos
Aqueles que são responsáveis
São os que não tiveram atitude
São os que taparam seus ouvidos
Quando os choros das pessoas
Ecoaram dentro das paredes
De suas enormes mansões
E se preocuparam apenas
Com os seus próprios ternos caros
E seus próprios carros de luxo
Assim... apagaram a luz de seus pensamentos
E fecharam suas almas com tantos lamentos
De pessoas que perderam até sentimentos
Quando toda luz se foi
E restou apenas o nosso minuto de silencio.

Autor: Felipe Lopes

Campo de Girassol

Cavaleiro que anda neste jardim
Tem sonhos de épocas que não tem fim
Cavaleiro que enfrenta batalhas da vida
Que caminha sobre um jardim durante o dia
Sentindo o vento bater em sua armadura
Cobrindo o peso de épocas de sua amargura
Até que o sol se ponha no horizonte...
E traga a noite brilhante
...
Cavaleiro que caminha sobre nestes tempos
Encontrou sua calmaria
Em um campo de girassóis brilhantes
Descansou de sua jornada
Sempre admirando uma única flor
Que tinha beleza na altura do sol
Embora fosse uma noite de luar
Ele permanecia observando uma única flor
Imaginando o quanto aquela flor crescia
Em uma tentativa de continuar por cima
Em um único girassol encontrou repouso
Para sua mente que cansava do tempo
Em um único girassol que estava sempre a tentar
Sempre crescendo mais que os outros
Em um sonho absoluto que um dia
Fosse uma flor altiva como o sol
Que seu brilho fosse dourado
Que fosse tão forte como o tempo
E que permanecesse até o fim
Suportando a chuva e o frio
E que chegasse finalmente
Ao auge de seu brilho
Para que então pudesse descansar
E que não saísse da lembrança
De nenhum viajante que ali parasse
...
O cavaleiro sorriu para a flor
E o girassol brilhou mais intensamente
Antes de suas pétalas caírem
E seu pensamento se apagar
O girassol percebeu que há muito tempo
Aquele cavaleiro admirava a sua força
E contemplava o seu brilho
E teve a certeza
De que antes que sua existência
Pudesse de desmanchar
Ele estaria marcado
Dentro de todas as lembranças
E seu aquele girassol
Teria o brilho intenso como o sol.
...
O cavaleiro se levantou
E caminhou até o final do campo de girassóis
Sem deixar de sorrir
E desapareceu... Dentro dos sopros do vento
Mas deixou uma semente plantada
Naquele mesmo lugar um mesmo girassol
Viria a desejar brilhar como o sol.

Autor: Felipe Lopes